noventa e nove

03 fevereiro 2006

CORRECÇÃO

Depois de ler este esclarecimento, reformulo o texto.

Pelo vistos, não fui a única a interpretar mal este post, houve, também, quem o tenha feito, mas agradeço, desde já, a explicação prestada. As opiniões são todas legítimas, diversificadas como, aliás, é perfeitamente natural, faz parte do ser humano, faz parte da evolução, porém têm que ser compreendidas, atingidas e interpretadas da melhor forma, a correcta.

Vou tentar resumir a minha opinião em relação ao assunto do casamento entre homossexuais e da forma mais simples. A única questão à qual me oponho, e que não faz parte da tempestade de ideias da blogosfera, é o casamento religioso entre duas pessoas do mesmo sexo. A igreja é uma instituição que tem normas e valores muito específicos, concorde-se ou não com eles, e que, apenas, permite o casamento a duas pessoas do sexo oposto. A ser permitido, a Igreja tinha que alterar os principais cânones por que se rege, pondo em causa a sua essência. Além disso, esta decisão rebuscava outras questões, também controversas, e que teriam que ser alteradas, em nome da igualdade e equidade. Ora, a instituição católica perdia toda a sua substância. As pessoas que sempre acreditaram nos valores da religião católica deixavam de se identificar com eles. Eu não digo que se, daqui a algum tempo, mediante a evolução do Homem e das coisas, a Igreja vier a admitir o casamento entre homossexuais, de uma forma consensual e pacífica, que é o fim do mundo. Não. Eu não defendo um conservadorismo ferrenho. Eu defendo o respeito pelos outros. E o respeito pelos outros passa por aceitá-los como são e não por tentar mudá-los ao nosso gosto. Esta consideração pende para os dois lados. Passa, também, por aceitar os valores actuais da Igreja, como qualquer pessoa ou instituição gosta de ver respeitados os seus.

Pondo de parte a religião, é claro que se duas pessoas do mesmo sexo quiserem ficar juntas, ninguém deve ter nada a ver com isso. Vivemos em democracia, num país livre, onde cada pessoa tem o direito de viver como deseja. E se mostrarem vontade em "casar", podem fazê-lo pelo registo ou recorrendo à união de facto.

Desta forma, possuem todos os direitos que um casal heterossexual tem quando se casa, seja pelo civil, seja pelo religioso.

VB