noventa e nove

08 fevereiro 2006

Satura quidem tota nostra est

Sob pena de transformar este blog num espaço dedicado à critica sobre a publicação das caricaturas do profeta Maomé na imprensa europeia, aqui vai mais um post relacionado com o tema.

Amanhã, pelas 15 horas, junto à Embaixada da Dinamarca, um grupo de cidadãos portugueses (cartoonistas e não cartoonistas) vai manifestar a sua solidariedade para com os cidadãos dinamarqueses.

Um dos envolvidos na organização é Rui Zink. E Rui Zink mostra-se totalmente contra a cultura da morte e do medo, que diz ser tolerada e defendida pelos poderes do nosso país. Em relação à posição do governo português, diz que "quem tem rabo tem medo e há muitos rabos no governo português"!

Uma opinião manifestada por quem condena as reacções violentas que se têm assistido nos últimos tempos. Acrescenta que "vivemos num mundo estranho, em que se tolera que se mate o outro, mas não se tolera que se ria do outro".

A liberdade de expressão é defendida por Rui Zink. Alguém que tem bem presente o tempo da inquisição, onde "sob o disfarçe da blasfémia e a ofensa aos bons costumes, foram mortas e presas muitas pessoas".

Recorda Bocage e Mozart.

VB